Dias decisivos






Vivemos num tempo em que as más notícias chegam muito depressa, graças aos meios de comunicação de que dispomos. E não só chegam rápido, como se avolumam. Percebemos a ansiedade que isso despoleta na mente das pessoas, levando-as a adoecer — muitas vezes por ameaças que nem sequer chegam a concretizar-se.

Algo semelhante aconteceu com o povo judeu no tempo da rainha Ester. Ao longo de um ano, viveram sob a ameaça de extinção e, com toda a certeza, o medo e a angústia apoderaram-se dos seus corações. Mas houve uma reviravolta: sabemos que, embora Deus não seja mencionado explicitamente na história, é a Sua providência divina que opera nos bastidores, usando Ester como Seu instrumento. Aquilo que parecia ser o fim de um povo foi revertido numa celebração de reconhecimento do poder de Deus em livrar, conduzindo cada detalhe da história.

Centenas de anos mais tarde, vemos um grupo de discípulos vivendo também a angústia e o medo por pensarem que o seu Mestre tinha morrido. Fechados entre quatro paredes, o pavor e a tristeza dominaram-nos. Mas Deus é especialista em reverter e transformar histórias: mais uma vez, o que parecia o fim tornou-se a grande vitória. A morte e ressurreição de Jesus trouxe-nos vida, redenção e perdão.

Toda a Bíblia aponta para o Deus que tem a palavra final e transforma em vida o que seguia o caminho da morte. Não importa o que esteja diante de nós, ainda que pareça ser o termo. Deus tem sempre a última palavra, e a Sua Palavra diz-nos que Ele já preparou tudo novo para nós. Essa é a nossa esperança e vitória!

[Texto de Vilma Correira | Imagem The Holy Women at the Tomb, William-Adolphe Bouguereau]





Esperança que não falha


Para um tempo como este. Assim se chama o nosso estudo das últimas semanas. Entre sábios que não o são, conselheiros que só sabem dar maus conselhos e uma vida vivida entre homens egoístas e soberbos, confirmamos que, afinal, onde há pessoas sempre há confusões. O livro de Ester revela exatamente isso: intrigas, orgulho, manipulação, medo, silêncio… E mesmo no meio de tudo isso, temos visto que Deus não é indiferente. Ele trabalha em favor do seu povo, mesmo quando o povo não vê.
Foi para um tempo de necessidade de intervenção que Deus usou a obediência de Ester, mas é também no tempo antes de isso existir que conseguimos aprender com ela.
Aprender com Ester tem sido viajar no tempo e rever-me nos erros de cada personagem: no silêncio movido pelo medo, na impaciência, na procura por reconhecimento, na tendência em confiar em planos humanos. Mas também tem sido aprender que a obediência de estar preparada para quando a hora chegar é tão importante quanto a coragem no tempo de intervir.
Antes de “um tempo como este” existir, Ester precisou depender e confiar em Deus. Deus pede-nos fidelidade para confiar no seu plano que é maior que termos vidas boas aqui. Deus pede-nos que lhe confiemos tudo para termos vida eterna com ele.
Que possamos sentir-nos inspiradas e encorajadas em saber que Deus continua a agir, mesmo quando não vemos e que isso nos direcione a uma maior dependência e preparação constante para que quando o tempo de intervenção chegar possamos estar preparadas para responder, com mansidão e temor, a qualquer pessoa que nos pedir a razão da esperança que há em nós (1 Pedro 3:14-16).

[Texto de Suelen Dias]





Queres ver Deus? Eu quero.


O sermão do monte, provavelmente o discurso mais conhecido de Jesus, começa com as bem-aventuranças, uma sequência de ensinamentos que definem a verdadeira felicidade e as virtudes do Reino de Deus. Como todo o cristão que as lê, o meu instinto é não desejar tanto as que podem trazer-me sofrimento e abraçar as que me parecem mais recompensadoras. Se, por um lado, não quero ser perseguido ou chorar, por outro o meu desejo é receber misericórdia, ser farto e, claro, ver a Deus.

A sexta bem-aventurança diz que os puros de coração verão a Deus. Ora, se a Palavra me diz que posso, de alguma forma, ver a Deus, é isso que eu quero. Quem são, então, os puros de coração? A busca por essa resposta levou-me a um texto do pastor galês Martin Lloyd-Jones, que diz que os puros de coração são “aqueles que se haviam lamentado devido à impureza dos seus corações”.

Foi então que percebi que, para alcançar o desejo de ver a Deus, antes precisava passar pelo lamento da minha incapacidade de o fazer sozinho. Se, por um lado, desejava fugir do choro que a segunda bem-aventurança poderia trazer-me, por outro encontrei-me no lamento que a sexta me trouxe.

Noutro episódio, Jesus está prestes a curar um homem com a mão mirrada. Cercado de fariseus e outras pessoas que o reprovavam, a Palavra diz que Jesus se indignou e se entristeceu com a dureza do coração daqueles que não queriam vê-lo fazer o bem. Os fariseus mostravam-se sempre dispostos a reduzir a maneira de viver e a rectidão a uma questão de comportamento externo. Jesus, por outro lado, importava-se com o coração, por isso entristecia-se com o deles.

Se a Palavra nos chama a um coração puro que vê Deus e não a um coração duro que o entristece, a nossa missão passa por confiar naquele que pode dar-nos pureza. Reflectir, lamentar ou chorar pela nossa incapacidade de nos purificarmos a nós mesmos não é um mau sinal; é evidência de que estamos a ser cuidados por Deus para que alcancemos a possibilidade de um dia vê-lo. Busco, portanto, a ajuda de Deus para ter o coração puro de um filho que depende do seu Pai e não o coração duro de alguém que confia demasiado em si mesmo.

[Texto de João Silva]





Dar Nomes Às Tempestades


Na ressaca do mau tempo que assolou o país, ouvi alguém comentar o facto curioso de se dar nomes às tempestades. Fiquei a pensar naquilo. Por que razão se atribui uma identidade a uma tempestade e, já agora, quem é o responsável por isso? Não foi preciso pesquisar muito para encontrar esta resposta do Instituto de Meteorologia do Reino Unido: “Nós fazêmo-lo porque funciona. Nomear tempestades facilita a comunicação do clima severo e oferece clareza.”

Tempestades são fenómenos confusos, incontroláveis e inesperados (cada vez menos, é verdade), e a nossa vida não é assim tão diferente. De um momento para o outro circunstâncias e estados de alma abatem-se sobre nós como verdadeiros temporais. Sentimos que o chão se abre sob os nossos pés, que uma onda gigante nos engole ou que um vento impetuoso nos empurra para longe. E não raras vezes a nossa resposta mais imediata é o medo, o descontrolo, o desespero—o que fazer?

Tenho-me apercebido cada vez mais de uma dinâmica perigosa: quanto menos me dedico a avaliar o que de errado há em mim, mais enredado me vejo nesse turbilhão. É um ciclo vicioso que não pode ser quebrado senão com o único instrumento apto a cortar e a discernir-nos—a palavra de Deus. Precisamos de um plano de acção, e talvez os profissionais da meteorologia sejam mesmo um bom exemplo na prática de dar nomes às tempestades.

Recordo uma história do Velho Testamento: só depois de a palavra de Deus, por intermédio do profeta da Natã, ter dado nome ao pecado horrendo de David é que ele se arrependeu (2 Samuel 12). Este confronto com a voz de Deus produziu uma das confissões mais famosas no Salmo 51, o que nos dá um princípio transformador: quando a palavra nos expõe, começamos a dar nome ao que tem estado escondido em nós.

É de Bíblia aberta e oração pronta que o Espírito Santo começa a clarear o que antes era confusão. Esta clareza é o próprio Jesus, que no nosso lugar entregou-se à maior confusão de todas, sendo nomeado maltido na cruz. Damos nome ao pior que há em nós porque Deus já nos nomeou seus filhos, amados em Cristo. E esse nome, nem a pior tempestade pode apagar.

[Texto de Filipe Sousa]





Volume ou Verdade

Impressiona-me sempre a reacção da multidão, no versículo 14 do capítulo 15 do evangelho de Marcos, quando Pilatos lhes pergunta por que razão querem crucificar Jesus e que crimes é que ele cometeu. Gritam mais alto, pedindo o mesmo que já tinham pedido antes: que Pilatos o crucifique.

Quando resolvemos fazer o mal, geralmente é assim. Reagimos à oposição com volume em vez de verdade. Desconfiamos que não vamos conseguir justificar o mal que queremos fazer e, por isso, gritamos com mais força para abafar as vozes que nos podem mudar os planos.

Não por acaso a nossa referência de pessoas humildes passa muitas vezes por uma pessoa que não tenta ganhar posição pela força ou volume com que fala. Não por acaso, Jesus, momentos antes, escolheu o silêncio e poucas palavras para responder a Pilatos.

De um lado, a multidão grita. Do outro, Jesus está calado.

De um lado, o volume. Do outro, a verdade.

De um lado, a vontade de pecar. Do outro, o amor de sofrer o custo desse pecado.

Quando tiver vontade de levantar a voz, quero lembrar-me da multidão que a levantou para não ter de lidar com a verdade.

Quanto tiver vontade de subir o volume para conseguir levar a minha vontade de pecar até ao fim, quero lembrar-me de quem não disse uma palavra porque me amou até ao fim também.

[Texto de Manuel Ferreira]

Memória: um ato espiritual

Algo que me chama atenção ao ler o Pentateuco — os primeiros cinco livros da Bíblia — é como ele valoriza a memória. Nas Escrituras, a memória não é apenas uma capacidade da mente, mas um ato espiritual, comunitário e teológico. A fé do povo de Deus é construída sobre a lembrança do que o Senhor fez; as festas e celebrações serviam como memoriais, para que as novas gerações conhecessem e aprendessem com os atos de Deus no passado.

Mas o que é a memória? De modo geral, ela está ligada ao passado: guarda, interpreta e dá sentido ao que já aconteceu. Através da memória, formamos nossa identidade, tanto como indivíduos quanto como comunidade.

Infelizmente, a nossa sociedade costuma olhar para o passado com certo desprezo. Por isso, muitas vezes tentamos reescrever a história por causa de descontentamentos. Quando isso acontece, tudo ao nosso redor é afetado: as novas gerações repetem os mesmos erros; trocamos a verdade pela conveniência; perdemos nossa base moral e cultural; esquecemos quem somos e de onde viemos.

No livro O Peregrino, de John Bunyan, o personagem Cristão é ajudado pela memória a vencer os desafios de sua caminhada. Em alguns momentos, seus erros do passado tentam condená-lo; porém, ele usa a memória para entender o presente e conseguir seguir em frente.

Como cristãos, devemos ver a memória como um “grande palácio interior, onde o ser humano encontra a si mesmo e a Deus”, como disse Agostinho. O cristão enxerga o passado, por meio da memória, como um instrumento da graça — é dela que vêm os fundamentos da vida de fé. A memória forma a teologia do cristão e se reflete em suas atitudes. A moral, a ética e o modo de viver de um cristão nascem da lembrança da obra de Jesus revelada nas Escrituras.

A memória está intimamente ligada ao coração. Quando Jesus disse “fazei isto em memória de mim”, na ceia antes de sua morte, convidou os cristãos a guardarem em seus corações este gesto que recorda sua entrega e morte — sinal do amor de Deus e expressão do perdão dos pecados.

[Texto de Newton César]

Salvação

Que grande bênção é receber de Deus a salvação, através de Jesus, que nos dá uma nova identidade. Cristo morreu para nos reconciliar com Deus e ressuscitou, cumprindo a sua palavra de que não nos deixaria sozinhos, mas prepararia para nós lugar.

A fé em Jesus produz nos crentes mudança de vida real e esperança no futuro que não se limita ao que vemos. Encontra-se no que sabemos que Jesus fez, faz e continuará a fazer por nós.

Por causa de Cristo, o meu pecado está totalmente perdoado, mas até que ele venha, é na igreja, na comunhão dos santos, no amor que recebo e que dou e no confronto das minhas limitações com as dos outros que posso reconhecer a soberania, graça e misericórdia de Deus.

Saber que Jesus está, no céu, assentado à direita de Deus Pai controlando todas as coisas, traz-me sempre temor e segurança. E a tudo isto, preciso responder com louvor.

Texto de Suelen Dias

Conhecer o amor de Deus

Quase um quarto da população mundial sente a solidão de perto. Num mundo de relacionamentos cada vez mais frios, qual o papel da igreja? Se por um lado não podemos romantizar a vida comunitária, por outro é na igreja que o verdadeiro romance de Cristo é revelado.

A unidade no corpo de Cristo é um dos assuntos que Paulo mais mastiga nas suas cartas. Aos Efésios escreve: “a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo.” (Efésios 3:18,19)

Conhecer o amor de Deus é uma capacidade que só Deus pode dar e é entre santos que esse poder atua. Mais do que uma construção social, é uma realidade espiritual que resulta da união mística entre Jesus e os que lhe pertencem (Efésios 4:4-6). Por isso, não combater a distância que nos separa dos outros coloca-os involuntariamente à margem do Deus que os ama… E deixa-nos aquém do amor que podíamos experimentar! Todos perdemos quando nos fechamos com medo de perder.

Num dos salmos de peregrinação de Israel (Sl 133), o povo cantava: “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!” Viver em união coloca o “organismo” acima da “organização” e implica a harmonia e cooperação de uma morada diária em vez da mera coexistência num salão ao domingo. O texto prossegue com óleo a escorrer da cabeça aos pés do sumo-sacerdote, mostrando que (1) a comunhão entre irmãos é Espírito Santo em acção e não coaching na pregação, (2) que o conceito de unidade (corpo) é indissociável do conceito de autoridade (cabeça) e que (3) sem união enfraquece a identidade e mirra a adoração. Por fim, a vida comunitária é comparada às fontes que regam a terra e lhe dão vida para sempre, transcendendo as barreiras naturais que dividem o país (Hermom no norte e montes de Sião ao sul).

Porque a vida de Cristo nos foi dada, louvemo-lo dando a nossa vida uns aos outros. E até quem não crê verá o amor que nos salvou!

Texto de João Antunes

O mediador ansiado por Job

Job está deprimido, os filhos morreram, as riquezas desapareceram. Job sofre, o homem íntegro e justo, que temia a Deus e evitava fazer o mal, já desejou não ter nascido no capítulo 3. No mesmo capítulo diz ansiar pela morte que não vem. No capítulo 6, diz que as flechas do Todo-poderoso estão cravadas nele, que os terrores de Deus o assediam – se ao menos Deus o esmagasse.
Job deseja fim para a sua situação, a morte é um fim bom para a circunstância em que se encontra. Já te sentiste assim? A dor e a miséria afogam-nos. Job clama por libertação e a morte é a única libertação que antevê.
Job tem uma visão alta da santidade de Deus, ao mesmo tempo que despreza aquilo em que a sua vida se tornou (cap. 7). Dor, desesperança, infelicidade.
No capítulo 9, Job contrasta a sabedoria e o poder de Deus com a fraqueza e insignificância humanas. Job não vê inicialmente esperança para o homem, mas o capítulo termina em esperança para nós. Job anseia por um mediador entre homem e Deus, se existisse um árbitro entre Deus e homem, alguém que afastasse dele a vara de Deus, para que o seu terror não o assustasse!
Job ansiava por esse mediador, nós podemos ir até Ele. Aquele que afasta a ira de Deus já veio, morreu na cruz e sofreu a ira de Deus que nos estava destinada.
“Mataram o Cordeiro, ressuscitou o Leão/A morte nem a pedra conseguiram segurar/Em um trono de glória, exaltado Ele está” (Ele é – Eveny Braga)
Jesus veio para morrer, identificando-se connosco na sua encarnação, cumprindo a lei que não poderíamos cumprir e pagando o preço para que possamos estar sem medo perante Deus. Por Cristo posso me achegar a Deus como Pai, sou seu filho amado, resgatado e adoptado. Posso ir até Ele reconhecendo o seu grande amor, amor provado e enunciado em Cristo.
Que na dor, miséria e sofrimento não nos esqueçamos de Cristo, nosso sumo-sacerdote, que se compadece das nossas fraquezas!
Que a certeza do autor de Hebreus possa ser a nossa, Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno. (Hebreus 4:16)

Texto de Tiago Falcoeiras

Contracultural

A Páscoa acabou de passar, mas importa saber: passou por nós e fez cá dentro morada? A obra redentora de Jesus está a fazer minha vida ser realmente mudada?

Escolher o caminho que Cristo propõe é, certamente, dizer “não” a muitos e tantos outros caminhos. É, por vezes, mesmo entre pessoas próximas, sustentar decisões absolutamente sozinho.

É escolher o não-lugar do desconforto e quem, em sã consciência, prefere se desconfortar? É um chamado cortante pelo Espírito Santo ao coração, que nos ajuda em toda a situação, nele ter contente decisão.

Em um mundo onde a aparência de ser forte é estar em pé com eloquência diante dos holofotes, Jesus, o Criador de tudo que há (e mais do que podemos sequer pensar), o único que poderia realmente se enaltecer ou gabar, escolheu um não-lugar: em forma humana veio, se humilhou, morreu e ressuscitou para a nós vida eterna doar.

Quando o dono de todo o poder, porque é o próprio Poder em si, deixa como exemplo tal caminho contracultural, é bem provável que fique expresso, em seu legado, que o Evangelho é certa coisa bem desconfortável, extremamente surpreendente, chuta as estruturas da vida simplesmente casuísta e natural.

O conforto sobrenatural em Cristo pressupõe uma fé de confronto: dos meus naturais desejos, de tudo o que desvia da Palavra viva a nós deixada, das débeis tentativas de chegarmos até Deus com atitudes equivocadas, por força própria, mérito qualquer ou cumprimento de boas ações, não podemos em nós mesmos nos salvar. Em sua graça divina, ele escolheu vir até (e por) nós para que nele salvação pudéssemos alcançar.

A loucura do Evangelho é: um Deus que tudo pode, escolher nada ser para dar vida a alguém que nada pode, mas acha que em sua fraca força algo pode fazer. É a subversão da lógica do “fazeísmo”. É sair das amarras do cansaço do esforço próprio e descansar nos braços do Amor que é nome próprio, pois é o próprio e verdadeiro Amor.

A mais intrigante história de Amor, um convite em carta aberta à humanidade: enquanto há vida, há tempo de abraçar esse Amor que durará para sempre, de eternidade em eternidade.

Texto de Mariana de Salve